sábado, 1 de junho de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
2ª Temporada - Capítulo 8 - Back To Hell
Hey, Hey, Hey!
Olá seres que estão lendo isso! Se é que tem alguém que
ainda lê isso...
Eu sei que era pra eu ter postado essa p*rra de capítulo á
umas três semanas, mas, eu estava muito, muito, muito desanimada com a
história...Porque?! Porque vocês não comentam essa merda!
Antes eu tinha uns 3 ou 4 comentários por capítulo, e só
tive um no capítulo anterior...Porque?! Eu preciso de comentários, caralh*!
Vocês não fazem ideia do quanto um comentário pode animar um escritor a
escrever...
Então, temos uma nova lei: No mínimo dois comentários por
capítulo ou eu paro de postar, vocês decidem..E quem perde são vocês, eu não
vou parar de escrever, só não vou postar aqui.
Se vocês comentarem, eu prometo deixar isso aqui sempre bem atualizado, com spoilers, imagens, gifs, notícias dos capítulos, curiosidades sobre a história etc.
Vamos logo para a porra que interessa aqui: O capítulo!
Boa Leitura.
2ª Temporada - Capítulo 8
Back To Hell
Dois dias depois e tudo estava ocorrendo perfeitamente como o esperado: a
entrevista havia ocasionado uma enorme repercussão, ela estava presente em
revistas, jornais e até mesmo na televisão, todos comentavam sobre a minha
volta e a do Mike, alguns com medo, outros achando que tínhamos realmente
mudado de verdade: "Eles realmente mudaram, disseram isso na
entrevista, ninguém precisa ficar preocupado". Tão, tão tolos...Como se os
dois maiores criminosos que o mundo já teve fossem mudar assim, em um piscar de
olhos, da noite para o dia; de qualquer forma, seria muito divertido brincar de
ser boazinha por um tempo, enquanto na verdade, longe dos holofotes eu seria
pior do que nunca.
Dois dias, repercussões incríveis e boas notícias vindas do Taylor; como tudo
estava saindo de forma totalmente perfeita, finalmente poderíamos voltar a uma
vida praticamente normal, e com isso eu estou incluindo a escola. Não que eu
realmente acho isso bom, mas, um lugar cheio de pessoas totalmente assustadas e
confusas é algo bem legal depois de dois meses trancafiada em uma releitura
moderna do inferno, e também, eu queria falar com a Belly e com a Ashley, o que
ainda não havia sido possível por causa de tudo que estava acontecendo.
Finalmente eu e o Mike iríamos sair de casa e voltar a viver em sociedade, e
começaríamos indo á escola, como dois adolescentes normais. Obviamente, o
Taylor quis ressaltar algumas coisas para nós antes de nos levar até a escola,
sim, no levar: por mais ridículo que isso fosse, seria preciso, e embora
odiasse isso, eu entendia o porque: Mesmo tendo sido soltos, nós ainda tínhamos
uma ficha criminal histórica, e reconquistar nossa liberdade total ia exigir um
pouco mais de tempo, e com um pouco mais eu quero dizer um tempo mínimo; eu sei
conseguir tudo que eu quero no tempo que eu quero sem fazer esforço algum, não
iria ficar a mercê da boa vontade do Taylor e de outras sei lá quantas pessoas,
porém, eu sei como esse jogo funciona, antes de mostrar o seu truque você
precisa que todos confiem em você a ponto de não acharem que seria capaz de trapacear...
- Eu consegui o que vocês queriam, esse é o início da vida
"normal" de vocês, porém, terão que colaborar um pouco, como já devem
ter percebido... - Taylor começou a falar, olhando diretamente para mim e para
o Mike, que estávamos um ao lado do outro, embora eu tivesse quase certeza de
que ele me encarava mais fixamente do que a ele - Vocês vão para a escola, onde
as amigas de vocês estudam, como haviam me pedido; provavelmente as pessoas
irão fazer perguntas, a entrevista que vocês deram não nega: vocês mudaram, são
pessoas diferentes agora, cidadãos americanos como qualquer outros, não mais
assassinos em série, o que quer dizer que vocês tem que ser ao menos um pouco
educados. Respondam todas as perguntas, se acharem que não devem dizer algo que
lhes foi perguntado digam que é algo um tanto pessoal de mais. Nada de ironia,
sarcasmo ou ameaças, entendido, Alicia?
- Ei, o recado também é pra ele - disse, apontando para o Mike - porque o meu
nome foi citado no final?
- Alicia! - Taylor me repreendeu -
- Ok, eu não vou fazer nada disso, Taylor, eu sei me comportar, ok? Apenas
não gosto de fazer isso freqüentemente, mas, hoje eu serei um anjo.
- Caído. - Mike disse, me encarando com um sorriso sensual no rosto -
- Caído, mas, mesmo assim um anjo...Eu nunca defini o meu status,
cafetão... - respondi, beijando seus lábios de forma suave - E então, podemos
ir ou vamos ter que ouvir mais meia hora de um discurso totalmente inútil sobre
como devemos ser bonzinhos por um tempo? Lembre-se Taylor, você está em minhas
mãos, então já sabe qual resposta deve sair de seus lábios. - disse, sorrindo
maliciosa e um tanto provocadora -
- Ok, vamos.
- - -
Assim que chegamos á escola todos os olhares se direcionaram á nós como já
era de se esperar, porém, ao invés da postura imponente e ameaçadora de sempre,
eu e o Mike agimos de forma um tanto mais preocupada com aquilo tudo, como se
realmente ficassemos incomodados com isso, o que fez ele passar um dos braços
em volta de mim, me protegendo. Uma palavra para descrever isso? Encenação. Foi
o que o Taylor pediu e foi o que ele teve; qualquer um pode ter certeza: se
virem Alicia Montgomery sendo uma boa pessoa é pura atuação.
Nas aulas, correu tudo perfeitamente bem, embora uma hora ou outra fossem
ouvidos alguns sussurros sobre a nossa volta. Nas primeiras três aulas antes do
intervalo, a única coisa que me incomodou foi o fato de eu e o Mike termos que
sentar nas primeiras carteiras da sala e em lados opostos, por questão de segurança
obviamente. Na mente dos que pensaram nisso, era mais difícil cometermos algum
tipo de atentado terrorista estando perto dos professores e longe um do outro,
porém, isso só tornava o nosso fingimento um tanto mais difícil, pois todos a
nossa volta comentavam livremente sobre nós e sem um ao outro para nos proteger
tínhamos que parecer frágeis e levemente incomodados com os pequenos
comentários, enquanto a nossa real vontade era cravar um canivete no pescoço de
cada pessoa para que calassem a boca.
Ás vezes eu olhava para a Belly e a Ashley, que estavam sentadas no fundo da
sala, conversando entre sí, provavelmente se perguntando se eu e o Mike
realmente havíamos mudado, e quando elas notavam o meu olhar sobre elas eu
sorria levemente, não de forma maliciosa, masoquista ou sádica como de costume,
mas, sim de forma fofa, doce e até um tanto inocente, o que sem dúvidas as
deixavam mais confusas ainda; finalmente o sinal anunciando o intervalo tocou.
O refeitório estava totalmente lotado, desde longe ouviam-se as vozes dos
alunos conversando como se a vida deles dependesse disso, porém, assim que eu e
o Mike adentramos o local, tudo parou; todos ficaram completamente calados, o
que denunciava que o assunto do momento era justamente a nossa volta. O que fizemos?
Apenas fingimos, fingimos como se fosse a única coisa que soubéssemos fazer, e
obviamente, os idiotas caíram na armação. Eu fiz a expressão mais atormentada
que consegui, como se eu quisesse fugir imediatamente dali, como se os olhares
deles e os sussurros baixos sobre nós realmente me incomodassem, o Mike, em seu
papel de namorado protetor que quer consolar a namorada preocupada sussurrou no
meu ouvido um: "Vai ficar tudo bem...Se você quiser podemos sair
daqui..." de forma não tão secreta e depois, em um sussurro quase inaudível
ele completou: "Podemos sair daqui, beber vodka, fumar quantos cigarros
pudermos, explodir a casa branca e transar como se fosse a ultima coisa que fizéssemos
na vida.." eu segurei a mão dele com força, como se respondesse a sua
tentadora proposta, porém, nós dois sabíamos que não podíamos fazer isso, não
agora e não ainda.
Assim que todo o alvoroço da nossa entrada acabou, eu pude avistar a Belly
em uma das ultimas mesas do refeitório, fazendo sinal para que fossemos nos
sentar com ela, eu dei um sorriso fofo e fomos até lá.
- Então, vocês estão de volta... - ela disse, em um tom que me pareceu meio
enigmático...Não, imagina, não estamos de volta, eu ainda estou trancada em
uma clínica psiquiátrica me controlando para não cortar o pescoço de alguém com
a primeira coisa afiada que eu achar e o que você está vendo aqui são clones
meus e do Mike, somos tão famosos que nossos fãs fazem sósia também!Ou seriamos
hologramas? É, estamos de volta. -
- Sim, estamos. - O Mike respondeu, parecendo mais simpático e amigável do
que eu achei que poderia -
- Pelo visto aquele vídeo que você mandou pra mim e para a Ashley teve um
bom resultado, Alicia. - Belly sorriu -
- Não, não teve, Belly. - O jogo da vez não era parecer boazinha? Porque não
fingir um pouquinho até mesmo para aliados? Um pouquinho de atuação por alguns
segundos não faz mal a ninguém...-
- Como assim não teve? Vocês dois estão aqui e não trancafiados sei lá onde!
- Sim, eu sei disso, Belly, mas, depois de pensar bastante sobre isso eu
cheguei a conclusão de que não valia a pena...Estragar a vida de uma pessoa só
por isso, não, não seria algo nada justo, e eu realmente me sinto muito
arrependida do que fiz, foi tudo tão horrível...Ás vezes eu ainda tenho
pesadelos com isso, odeio pensar que um dia eu tenha sido esse m-monstro. - A
Belly parecia surpresa, não esperava nem um pouco ouvir isso da minha boca,
então demorou um pouco até conseguir falar algo... -
- Ali...Você está querendo dizer que vocês dois...Mudaram de verdade?
- Sim. - Mike disse, entrando no jogo e segurando minha mão, mostrando á mim
que também brincaria um pouquinho e á Belly que concordava comigo sobre tudo -
Nós realmente mudamos, Belly, não queremos mais saber mais das coisas da nossa
antiga vida, somos novas pessoas agora, sem drogas, sem cigarros, sem álcool e
sem dúvidas sem crimes, aprendemos a lição.
- É...E se você não quiser mais ser nossa amiga por isso vamos entender
perfeitamente... - eu disse, com um sorriso fraco e tímido no rosto, como se
implorasse a ela que nossa amizade continuasse como antes. E então, onde está o
meu Oscar? -
- Não...Não é nada disso, é que...Eu acho que não esperava que vocês
estivessem mudados de verdade...
- Ah, tudo bem...Eu só quero que você saiba que mesmo que tenhamos mudados
podemos continuar sendo amigos como éramos antes de tudo isso acontecer e que
eu realmente espero que você e a Ashley nos aceitem agora da mesma forma como
antes e... - enquanto eu fazia o meu discurso falso e encantadoramente
irritante eu e o Mike nos entreolhamos como se disséssemos um ao outro que já
estava na hora de dizer toda a verdade, porém, de uma forma mais...Divertida.
Então, como a Belly estava concentrada de mais em tudo que eu falava o Mike
aproveitou para abrir a mochila dela, que estava pendurada na cadeira e pegar a
carteira de lá de dentro, e quando ele terminou de fazer isso, eu finalmente
parei de falar. -
- Ei, Belly... - Mike disse, chamando a atenção dela imediatamente - Olha o
que eu tenho aqui... - ele começou a girar a carteira entre os dedos -
- Isso é...M-minha carteira? - Belly parecia estar totalmente confusa -
- É o que parece.
- Mas...
- Eu acabei de pegar... - Mike falou, com um sorriso totalmente maléfico,
sádico e sensual no rosto, que me deu vontade de ir pra cima dele, beijá-lo
ferozmente e transar alí mesmo, no refeitório na frente de todo mundo. -
Enquanto os dois ficavam com aquela conversinha eu aproveitei para pegar um
cigarro, acendê-lo, pegar um saquinho com comprimidos de metanfetamina e meu
canivete, largando tudo em cima da mesa e tragando o cigarro vagarosamente...
- Mas, vocês tinham dito que... - A Belly se calou a partir do momento em
que se virou para mim e se deparou com as coisas em cima da mesa e o meu velho
sorriso sádico e maléfico de sempre; eu estava com os pés em cima da mesa,
dando á aquilo tudo um ar muito mais imponente -
- O que foi, cabelo sangrento? Você não achava que tivéssemos mudado de
verdade, achava? Nós nunca vamos mudar, Belly...E estamos ficando cada vez
piores. - eu disse, dessa vez com a minha verdadeira personalidade maléfica,
fazendo-a abrir um sorriso -
- Eu fico feliz que vocês não tenham mudado de verdade...Qual é, os maiores
criminosos que o mundo já teve sendo santinhos? Que graça isso teria?!
- Exatamente! Continuamos os mesmos de sempre... - Mike disse, ainda
sorrindo - E a propósito...Toma sua carteira, se eu quisesse dinheiro teria
assaltado um banco não roubado a carteira de uma adolescente. - ele jogou a
carteira em cima da mesa -
- E então...Onde está a Ashley? - perguntei, tirando os pés de cima da mesa
e pegando um dos comprimidos de metanfetamina -
- Na Europa com a mãe. - Belly respondeu, revirando os olhos - Na verdade,
ela me disse que volta amanhã...E depois de saber que vocês voltaram ela
provavelmente está ansiosa pra voltar.
- Europa, totalmente típico de Ashley Sparks...Ela ansiosa para voltar e a
mãe dela sem dúvidas tentando convencê-la a ficar por lá, já que não quer sua
aparentemente inocente filhinha metida com criminosos...Opa, eu quis dizer
ex-criminosos... - sorri, fazendo cara de santinha -
- Eu acho que se vocês desistirem do mundo dos crimes já tem um ótimo futuro
como atores...E, falando nisso...Vocês não deveriam estar fingindo? Tem um
bando de gente aqui e estamos com cigarros, drogas e um canivete em cima da
mesa, e pelo o que eu sei vocês tem que se fingir de arrependidos para o resto
do mundo...
- Belly; estamos na mesa mais escondida do refeitório, eles provavelmente
estão ocupados de mais fofocando pra notar algo e depois, eu tenho um canivete,
com o mínimo de bom senso eles não vão nem ao menos dizer que viram essas
coisas, e se eu souber que alguém disse a minha ficha criminal vai aumentar e
eu tenho certeza que eles sabem disso....Eu tenho o chefe do FBI nas minhas
mãos, relaxa e pega um comprimido. - eu disse, seguindo meu próprio conselho e
colocando três comprimidos de uma vez na boca -
- Já que você insiste...
XXX
Três irritantes e torturantes aulas depois, estávamos finalmente livres do
inferno que se chama "escola" por hora. Não posso dizer que o dia foi
de todo ruim, já que qualquer dia com um pouco de álcool ou metanfetamina no
meio pode ser considerado um paraíso depois daquela tortura que foi ficar dois
meses em uma clínica psiquiátrica; mas, a parte mais divertida do dia foi a
aula de história, não porque eu gosto de história, embora eu goste, mas, porque
o professor é totalmente medroso e idiota.
Mesmo sabendo que eu e o Mike havíamos voltado a bastante tempo, ele quase
teve que ser arrastado para entrar na sala de aula, chegando meia hora mais
tarde e ainda tendo uma conversa de dez minutos com o diretor na frente da
turma sobre "Como poderíamos ficar sem aula de história por um dia e como
isso faria bem para a nossa mente.", confesso que quase comecei a rir no meio
da sala de aula, e foi bem obvio o porque do professor não querer dar aula, o
que me fez ganhar alguns pontinhos com os meus queridos - lê-se: odiados -
colegas de turma. Como alguém pode não me amar? Eu vivo fazendo todos perderem
aula e fazendo-os parecer adolescentes totalmente santinhos perto de mim...Eu
sou um verdadeiro anjo para os adolescentes de Los Angeles, ou ao menos,
deveria ser, se eu não os matasse...
- E então, como pretendem fazer uma volta triunfal no mundo dos crimes? -
Belly perguntou, enquanto andávamos pelos corredores da escola em direção a
saída. -
- Ainda não decidimos, mas, sem dúvidas será algo muito, muito brutal. -
Mike respondeu, olhando discretamente para mim, como se me perguntasse se eu
tinha alguma idéia para a resposta -
- Mais brutal que antes?
- Total e completamente mais brutal, cabelo sangrento... - respondi,
sorrindo, já com uma idéia em mente -
- Sem querer parecer idiota, mas, já parecendo...Isso é possível?- ela
perguntou, fazendo a mim e ao Mike rir. Belly, Belly, Belly...Ainda tão
inocente, mesmo sendo tão rebelde; mal sabe que o que fizemos até agora ainda
não chegou nem a metade do que podemos ser.... -
- Totalmente possível, B... - respondi, encarando-a de forma enigmática -
Você sabe, existem mais criminosos em Los Angeles, mesmo que nós sejamos o centro das
atenções. Enquanto eu e o Mike estávamos, hmm... Detidos, houveram outros
crimes, outros assassinatos, nada que se compare ao nosso caos completo, mas,
sim, houveram. Os policiais, tentando manter os cidadãos mais calmos e uma
época mais pacífica depois de tudo que aconteceu graças a nós, não quiseram que
nenhuma dessas informações fossem divulgadas, por isso ninguém sabe de nada.
- E...?
- E que graças aos criminosos amadores poderemos voltar à uma era totalmente
caótica sem nenhuma suspeita...Sem nenhuma suspeita realmente importante, ao
menos. E daí que os cidadãos comuns vão achar que fomos nós que cometemos os
crimes e os assassinatos? A policia sabe que não somos os únicos que não
andam ao lado da lei, e com o Taylor nas nossas mãos, eu duvido que algo seja
divulgado... - respondi, sorrindo ao pensar em corpos totalmente mutilados e
banhados em sangue -
- A não ser que peçamos para que isso aconteça...Não é só no Halloween que
se brinca de assustar as pessoas. - Mike completou, olhando para mim com um
sorriso tão maléfico e sádico quanto o meu.-
- Posso fazer uma pergunta? - Belly disse, parecendo estar totalmente
fascinada com o nosso plano perfeitamente calculado -
- É claro que pode, cabelo sangrento... - respondi, encarando-a. -
- Todo psicopata e todo serial killer é totalmente genial a esse ponto? - eu
ri, como se achasse graça daquele elogio indireto -
- Não...Há alguns idiotas que acham que simplesmente podem imitar grandes
mestres dos crimes como nós dois ou o Assassino do Zodíaco e acabam se fodendo
por não serem espertos o suficiente...Outros são apenas psicopatas retardados
que viram serial killers do tipo não organizado que não fazem a mínima questão
de manter as aparências e...
- Também acabam se fodendo? - ela me interrompeu, completando exatamente com
o que eu iria dizer -
- Exatamente. - Mike disse, dando de ombros. -
- Posso fazer outra pergunta idiota? - ela perguntou, entendendo a resposta
pelo meu olhar - Ok, quem é o "Assassino do Zodiaco?"
- Você 'tá' de brincadeira, né?- Mike perguntou, meio espantado, assim como
eu -
- Éh...Não. - ela respondeu, parecendo confusa, o que prova que mais uma vez
eu estou certa...Tão inocente, tão ingênua...
- O assassino do Zodíaco é apenas o meu ídolo, Belly, e um dos assassinos
mais fodas que o mundo já teve...Depois de mim e do Mike, obviamente...
- Não é que até você tem um ídolo? - ela sorriu - Me conte mais sobre o
Assassino do Zodíaco...
- Ok...Esse nome, “Zodíaco”, foi ele mesmo quem se deu, em uma das várias
cartas que mandou a jornais, que me inspiraram nos meus lindos recadinhos
sangrentos á policia. Ele confirmou ter matado mais de 30 pessoas, e mandou uma
carta para a policia confessando ter matado uma pessoa e dizendo qual talvez
fosse sua próxima vítima, e nessa carta ele disse a frase: "Eu não sou
louco, sou insano." que é quase uma filosofia de vida pra mim. Depois, em
outras cartas, ele assinou com um símbolo, algo como a junção do número
"3" e a letra "Z". E pra você ter uma idéia, ele era
tão cara de pau que ele mesmo ligava para a polícia para comunicar sobre os
assassinatos. No final do mês de julho de 69, três jornais receberam uma
carta. Ela vinha assinada por um símbolo, um círculo cortado por duas retas
perpendiculares, como se fosse um alvo, e nelas ele assumia vários outros
crimes. Ameaçava que, se não fossem publicadas no dia seguinte, muitas outras
mortes ocorreriam. Além disto, traziam cada carta destas, uma parte de uma
escrita em código.
Segundo o autor, neste código estava a sua identidade. Porém,
na verdade, a identidade dele não estava lá. O que estava escrito na carta com
os códigos era algo do tipo: “Eu gosto de matar pessoas porque é muito
divertido. É mais divertido que matar na em caça na floresta porque o é o mais
perigoso animal de todos. (…) É melhor que transar com uma garota. A melhor
parte é esta: quando eu morrer, renascerei no paraíso e todos os que eu matei
serão meus escravos. Não darei a minha identidade porque se não vocês tentaram
parar a minha coleta de escravos (…)”, o que faz o cara ser mais foda ainda.
Provavelmente metade da população mundial achava ele um total pirado, mas, pelo
o que eu sei sobre assassinos estudando minha própria mente, o Assassino do
Zodiaco era só um cara que gostava de matar pessoas, e achou um meio disso
ficar mais divertido, mandando cartas caóticas para a policia e para jornais
como se ele fosse algum tipo de psicopata louco querendo criar um exército de
mortos para serem seus escravos. Provavelmente ele ria tanto da reação das
pessoas quanto eu... - eu disse, rindo. O Assassino do Zodíaco realmente
é meu ídolo, e, pra falar a verdade, se eu já fosse viva naquela época, não me
importaria nem um pouco de ser morta por ele e ser uma de seus escravos. -
- Ok, Ali...Você me convenceu, esse cara era foda. - Belly disse, sorrindo.
-
- É, eu disse.
Havíamos chegado ao estacionamento, onde o carro da Belly e o nosso carro
estavam.
- Ei...O Taylor não tinha vindo trazer vocês? - Belly perguntou, confusa. -
- Sim. Mas, ele é o "poderoso chefão" do FBI, tem mais o que fazer
do que ficar vigiando a gente, e ele morre de medo da Ali. - Mike disse, dando
de ombros. -
- E pode apostar que eu não uso nem um pouquinho esse medo contra ele... -
disse, sorrindo maliciosa. -
- Imagino. - ela respondeu, sorrindo de volta - E então...Vocês vão sair
hoje? - Belly parecia estar com um pouco de vergonha de perguntar isso. No
geral, eu e o Mike é que incentivávamos a Ashley e a Belly a ir para boates; eu
sabia que elas continuavam fazendo isso sem nós dois, mas, acho que a Belly não
era muito fã de fazer isso sozinha, e como a Ashley estava viajando...Nós
éramos as únicas opções. -
- Infelizmente não... - respondi, suspirando - Eu poderia forçar o Taylor a
nos deixar fazê-lo, mas, sei que por enquanto temos que manter um pouco mais as
aparências, então ainda não é muito adequado fazermos isso...Mas, mesmo assim,
podemos fazer algo juntos se você quiser... - sorri, fazendo-a parecer um pouco
mais aliviada -
- Tipo o que? - ela perguntou, meio tímida -
- Jogar o jogo do copo e perguntar para a Jess como é o inferno?- Mike
sugeriu, rindo e nos induzindo a fazer o mesmo. -
- Não é má ideia... - eu disse, ainda sorrindo. -
- Eu adoraria, mas...
- Mas, seus pais te matariam se soubessem que você está com a gente e
prefere esperar virarmos verdadeiros anjos para o resto do mundo antes disso? -
Não, eu não sou vidente, apenas tenho uma grande intuição que é praticamente
perfeita. -
- Exatamente. - ela assentiu, ainda meio tímida. -
- Ok. Agora, temos que ir...Não podemos violar o toque de recolher dos
anjinhos da lei. - Mike brincou, fazendo-nos rir novamente.-
Entramos no carro e fomos para casa, ainda sendo observados com olhares
assustados e reprovadores.
- - -
Comentários ou eu eu e uma linda assassina chamada Alicia Montgomery vamos
fazer uma visitinha até a casa de vocês e provocar belos e sangrentos cortes em
vocês para que gritem de dor da forma mais horrenda até a vida se esvair de
seus belos corpos?
Cutting & Blood'
*xoxo*
Lady Suicide'
--->*<---
domingo, 28 de abril de 2013
2ª Temporada - Capítulo 7 - Masters in Practice of Game
Hey, Hey, Hey!
Olá, mortos-vivos! Sei que era pra eu ter postado na semana passada,
mas, não pude, porque tenho outra fanfic, então, resolvi que vou postar
semana sim, semana não, postando cada semana uma das fanfics, ok?
Vamos logo a essa droga de capítulo!
Vamos logo a essa droga de capítulo!
2ª Temporada - Capítulo 7
Masters in Practice of Game
No dia seguinte, finalmente iríamos voltar para L.A. e tudo
começaria de novo, só que, obviamente, de uma forma pior, bem pior. Mas, a
noite não havia deixado nada á desejar, nem um pouquinho...Sabe qual é a melhor
parte do sexo? Orgasmos, e, pois é, a noite realmente tinha sido perfeita, tudo
que a garota mais sadista do mundo poderia desejar...
- Olá, Mike, é bom revê-lo. - Taylor disse, ao ver o Mike,
que estava parado ao meu lado - Alicia.-a voz dele ao pronunciar meu nome foi
bem mais fria, o que me deu um ótimo motivo para arrancar a cabeça dele fora do
corpo, mas, não, eu não fiz isso. -
- Eu diria o mesmo, Taylor, mas, seria mentira. -
Mike respondeu, totalmente frio, sem dúvidas ele havia notado a forma como o
filho da puta do Taylor havia se referido a mim, e ,bom, assim como eu ele sabe
perfeitamente como jogar... -
- Olá, querido Taylor, acho que você se esqueceu de como eu
devo ser tratada, certo? - me aproximei dele, cada vez mais provocante - Será
que eu vou ser obrigada a lhe ensinar como parar de respirar?
- Sem dúvidas não, Alicia. - ele ainda foi frio, mas, tinha
entendido o recado, ainda bem, porque ele me irrita. Tipo, muito. Tipo, pra
caralho mesmo. Odeio o modo ridículo como ele somente age como eu quero
depois de uma ameaça, como ele insiste em dar as regras, que droga! Não é
porque ele é o chefe metido a besta do FBI que pode me tratar assim, e, algo me
diz que ele também não acredita nas minhas ameaças, o que me deixa mais
irritada ainda...Vai ser uma pena para ele quando eu não precisar mais de seus
serviços, quando eu estou com raiva o meu canivete perfura muito mais fundo e
de forma muito mais cruel e dolorosa...
- Ótimo. E, espero que eu não precise repetir isso nem mais
uma vez...
- Não vai precisar. Agora entrem no carro, acho que estão
querendo voltar logo para Los Angeles tanto quanto eu. - dei de ombros e entrei
no carro, fui no banco de trás junto com o Mike, e, antes que perguntem, não,
eu não transei com ele lá, eca. Mesmo assim, eu estava separada dele a dois
meses, precisava ficar o mais perto dele possível. -
O aeroporto era meio longe, então, eu aproveitei esse tempo
para fazer um pequeno teste com o Taylor, mesmo eu tendo a situação sob
controle, estava perfeitamente ciente de que ele poderia ser uma caixinha
de surpresas, afinal, ele é o chefe do FBI, e, sim, eu sei que pareço bipolar
dizendo isso: uma hora eu digo que mesmo sendo chefe do FBI pra mim ele ainda é
um idiota e depois falo que ele é o chefe do FBI como algo realmente grandioso,
mas, foda-se. Pra mim ele ser chefe do FBI não é grande coisa, mas, o FBI pode
até ser, ou ao menos o que eles podem fazer....Eu não sei o que ele fez
enquanto eu estava no reformatório com o Mike, nada além do fato dele ter
comprado bebidas e cigarros pra nós dois, mas, ele teve tempo suficiente de
planejar algum tipo de emboscada, e, eu tinha que saber se ele realmente tinha
feito isso ou se eu não precisaria colocar a lâmina do meu canivete em
evidência...
- E então, Taylor...O que você fez essa noite? - qual é,
vocês em sã consciência não esperavam que eu ficasse de rodeios, esperavam? Eu
sou Alicia Montgomery, não tenho medo de absolutamente nada, então porque não
ir logo direto ao ponto? -
- O que você mandou, Alicia. Comprei o que você disse e
cuidei de coisas para que tudo continue como antes... - ele fez uma pequena
pausa - A propósito, as coisas estão aí atrás, mas, tenho certeza que vocês
estavam ocupados de mais se beijando para perceber isso.
- Nossa, eu realmente não tinha percebido. - falei, com uma
voz incrivelmente doce - Qual parte do “antes”? - agora eu já estava muito mais
ardilosa, minha voz era afiada como uma faca, não medi esforços para não
parecer desconfiada, porque, dã, eu realmente estava desconfiada, e, não tenho
medo do Taylor, ele é só mais um babaca...Com um pouquinho mais de poder do que
os babacas habituais. É, isso foi meio estranho, mas, é a verdade. -
- O antes exatamente como você quer. Não confia em mim,
Alicia?
- Acho que a reposta para essa pergunta é meio obvia,
Taylor, é claro que não.
-É bem a sua cara desconfiar de tudo...
- Desconfie até de sua própria sombra, Taylor, as pessoas
não são o que aparentam ser...Achei que você já tinha aprendido essa lição
antes...
- Achei que a lição era “nunca confie em garotas
sensuais com sangue frio”.
- E era, até eu decidir que você já deveria ter sacado que
eu não confio em você.
Ninguém desconfiava nem um pouquinho que eu sou o assassino
x, as pessoas não são o que parecem ser, você aceitou essa chantagenzinha
barata de forma fácil de mais...
- Você ainda acha a chantagem que está fazendo pequena? -
agora ele realmente parecia estar surpreso - Você pode acabar com a minha vida,
com tudo que eu demorei anos para construir em segundos! E ainda acabar com a minha
vida de verdade...
- Isso é tão pouco, Taylor...Eu estou sendo mais boazinha
do que pareço estar, poderia fazer tantas coisas piores...Tantas coisas mais
divertidas...Eu poderia fazer coisas que você não conseguiria imaginar nem pela
metade.
- Eu realmente prefiro não tentar imaginar.
- Sábia escolha. Agora, apenas me responda: Você não está
tramando nada, está? Porque se estiver, você vai se arrepender, ah, vai...E,
muito. Então, é melhor que você esteja falando a verdade quando diz que só fez
o que eu te disse, porque se for mentira e você estiver realmente tramando
algo...
- Que Droga, Alicia! Eu não estou tramando nada, porra!
Porque você não acredita logo? Você vive colocando um canivete na minha
garganta e tem a minha vida nas suas mãos, eu não vou armar nada contra você,
que droga! - Awn, ele estava estressadinho... Que fofo! Ao menos agora eu sei
que ele está falando a verdade. -
- Ok, agora eu acredito! Ah, foi um enorme prazer deixar
você irritado, Taylor...
- Você tá quase fazendo ele querer se suicidar, vadia... -
Mike, que até agora estava somente assistindo a cena falou, sorrindo e olhando
diretamente pra mim -
- Que nada, cafetão..Isso é apenas o começo.
- Eu sei, e, com certeza a parte mais interessante é o
final.
- Vocês podem por favor parar com essa conversa macabra
como se fossem dois leões famintos falando sobre como vão pegar a presa? Estão
me deixando nervoso.
- Eu nunca disse que não iria te deixar nervoso, Tay.. - eu
disse, de uma forma meio divertida - E, talvez essa realmente seja uma boa comparação...
- Como leões famintos que querem devorar e dilacerar cada
centímetro da pele da presa..Ótima comparação. - Mike completou, sorrindo de
uma forma macabra, esse é o meu cafetão... -
- Foi uma comparação extremamente fofa, eu diria..
- Parem! Pelo amor de Deus, chega! Vocês sabem que vão ter
que se comportar por um tempo, então, por favor, já podem ir treinando. - pela
forma como falava, Taylor realmente estava um tanto incomodado pela forma como
eu e Mike falávamos de coisas tão brutais como se fosse algo natural -
- Ok, Taylor, eu já entendi, a gente para. - eu disse,
agora séria -
- Ótimo, obrigada pela consideração. Agora, eu preciso
falar umas coisas com vocês.
- Hmm, coisas...Interessante. Que coisas? - mostrei um
interesse quase surreal, enquanto na verdade preferia ser surda ao invés de ter
que ouvir o que ele iria dizer. -
- Bom, vocês querem que tudo seja como antes, querem
enganar as pessoas como antes, mesmo eu achando que isso vai ser um tanto
complicado. As pessoas querem respostas ás perguntas, á imprensa quer respostas
as perguntas deles, então, eu prometi entrevistas com vocês, o que vai ajudar
bastante a mudar a imagem que todos tem em mente sobre vocês, ou seja, ajam
como pessoas, não como psicopatas.
- Vou tentar não ficar pessoalmente ofendida com esse seu
ultimo comentário... - não, eu não fiquei ofendida, e, na verdade não faço a
mínima idéia do porque de ter dito isso. -
- Entrevistas? Somos famosos agora? - Mike perguntou, frio
e quase como uma pergunta retórica. -
- Você está de brincadeira, não é? O mundo inteiro conhece
vocês.
- Acho que o termo correto seria “o mundo inteiro odeia
vocês”. - eu disse, sem expressão. -
- Só a grande maioria deles, mas, vocês tem fãs, e, eu falo
sério. Uma garota invadiu minha casa usando uma tesoura como arma me mandando
soltá-los... - eu quase não acreditei no que ouvi, e, simplesmente comecei a
rir, muito, muito e muito. Foi o maior ataque de riso que eu já tive na minha
vida, ou, quase isso. -
-Você tá falando sério? - perguntei, tentando parar de rir
e recuperar o fôlego -
- Mais do que sério, e, não foi engraçado.
- Pra mim foi, Taylor, e isso é algo que você nunca vai
entender. - eu voltei a rir, era impossível parar, quase como se tivesse algum
tipo de gás do riso no ar, mas, eu simplesmente não conseguia parar de rir! -
- Acho que desse jeito você vai engasgar, vadia... - Mike
disse, olhando para mim, quase começando a rir também. - Você
precisa de um cigarro... - fiz que sim com a cabeça. Mike esticou o braço até o
outro lado do banco, onde havia uma sacola com cigarros, bebidas e drogas e
pegou um maço de cigarros. Peguei um, coloquei na boca, retirei o isqueiro no
bolso e acendi o cigarro, dando uma profunda tragada. -
- Qual é a graça disso? - Taylor perguntou, olhando
atentamente para o retrovisor como se nunca tivesse visto um cigarro na vida -
- Boa pergunta, caro Taylor. E, a
reposta é fácil: Eu gosto de tudo que faz mal pra mim.
- - -
Desembarcamos em Los Angeles, e, em poucas horas teríamos nossa
primeira entrevista de “reconciliação” com o resto do mundo, e eu não estava
nem um pouco animada pra isso, e, na verdade, o Mike também não. Entendíamos
perfeitamente o porque daquilo ser necessário, mas, isso não significa que gostávamos
disso, agir como anjinhos já estava ficando chato, mas, eu faria o que fosse
necessário para os meus planos darem certo, como sempre faço, e, dã, no final
eu iria acabar conseguindo o que queria mesmo, então porque não fazer logo de
uma vez? E, bancar uma boa garota sempre é divertido...
Eram poucos minutos antes da entrevista, que seria com um
jornal bem famoso de L.A., Taylor parecia mais nervoso do que em qualquer
momento que eu havia o visto, e isso me deixava um tanto contente, eu adoro ver
as pessoas alteradas, isso é fato. Então, como se tentando se acalmar, ele
repassou pela ultima vez as informações para respondermos a algumas perguntas
que poderiam ser feitas:
- Então, vocês já sabem, nada de masoquismo ou sadismo ou
nada de assustar os jornalistas ou algo do tipo, nada disso, tentem ser o mais
dóceis, educados e bonzinhos possível, e, se perguntarem, vocês foram soltos
por estarem total e completamente arrependidos do que fizeram e porque tiveram
um ótimo comportamento, e, se puderem façam um enorme e ótimo discurso de
pedido de desculpas...
- Discursos falsos? Já perdi a conta de quantas vezes já
fiz isso na minha vida, - Mike disse, meio vago -
- Relaxa, Taylor...Somos mestres em fingir essa coisa de
“eu sou uma boa pessoa”, fingimos na maior parte das nossas vidas, eu sei
perfeitamente como controlar meu lado malvadinho. - eu disse, no começo com uma
entonação meio despreocupada, e depois em um tom um pouco mais sexy. Provocação
é meu nome do meio, e isso é totalmente notável -
- Espero que você também saiba controlar o seu lado sexy,
Alicia. - Taylor disse, totalmente frio e mantendo a compostura, já que o Mike
estava presente, e sabia o quão arriscado poderia ser fazer aquele comentário
com o tom errado, mas, provavelmente ele falou do jeito correto, já que o Mike
não ligou nem um pouco. -
- Acredite, eu sei controlar todos os meus lados, Taylor,
embora o desejo de sangue fale mais algo na maioria das vezes... - Eu sei, eu
sei, eu pareci uma vampira falando isso, mas, eu não posso controlar o fato de
que assassinos em série são maníacos por sangue a um ponto quase impossível de
ser descrito, e, eu não sou uma exceção, dois meses sem matar alguém era pior
do que ficar dois meses sem comer, ou sei lá o que, mas, isso tem que mudar, e
muito rapidamente... -
- Alicia, - Taylor respirou fundo - eu realmente estou
tentando fazer tudo o que você me pede, porque eu realmente gosto da minha
vida, mas, acho que um pouco de colaboração não vai fazer você se tornar menos
má ou algo do tipo.
- Eu sei disso, Tay, mas, é que te provocar e te
perturbação desejos meus que vão além da compreensão humana, mas, eu prometo
tentar, não se preocupe com essa entrevista, eu sei fingir melhor que ninguém.
- Ótimo. O jornalista deve chegar em poucos minutos . -
Taylor estava certo, o jornalista chegou em menos de quinze
minutos, estávamos na minha casa, bom, ao menos a casa era minha antes de eu
ser mandada para aquele inferno, e, de qualquer forma, continuaria sendo minha,
e, eu tinha certeza que não haviam mexido uma faca do meu queridinho arsenal de
armas pensando que eu nunca mais sairia daquela clinica psiquiátrica.
Pobrezinhos...Deveriam ter tirado aquilo tudo aqui enquanto ainda era tempo, se
bem que não adiantaria em nada, eu conseguiria tudo de volta de qualquer forma,
ou melhor, o Taylor conseguiria pra mim. É isso que ele é agora, apenas um
escravo.
Vamos falar um pouco sobre o jornalista...O nome dele era
Chuck, e eu quase podia sentir o cheiro do medo - ok, agora eu pareço um
daqueles vilões dos filmes de terror que se alimenta do medo das suas vítimas,
mas, foda-se - Ele estava morrendo de medo, provavelmente haviam feito uma bela
oferta para que ele aceitasse fazer essa entrevista, ou, talvez, na mais
provável hipótese, havia uma grande consequência se ele não o fizesse, provavelmente
o emprego dele estava em jogo nesse momento. Como eu sei de tudo isso? Hahaha,
eu sei de muita coisa, sou ótima com teorias, e, na maioria das vezes estou
certa. E, com maioria eu quero dizer 99,9% delas.
- Alicia e Mike, certo? - ao menos ele não estava
gaguejando, já era algo a mais contando na sua escala de coragem, que beirava
os números negativos -
- É. - eu disse, sorridente e aparentemente fofa. Era bem
diferente fingir desse jeito do que fingir na clinica psiquiátrica. Lá, eu
tinha que me fingir de arrependida e assustada, agora, o papel da vez é uma
garota dócil, bondosa, arrependida e educada, é bem diferente, se você for
realmente prestar atenção nos detalhes. -
- É um prazer pra nós dois dar essa entrevista. - Mike
disse. Teste, aquilo era um teste e eu percebi imediatamente, quando você vive
em um jogo mortal, qualquer coisa que você diga pode ser encarada como a
resposta para um teste, por isso é tão importante calcular cada sílaba que será
dita, e, a partir do momento em que você é um mestre no jogo, você está pronto
ao suficiente para fazer um teste. O Mike sabe fazer isso, assim como eu. Até
onde o nosso querido jornalista mantém a formalidade? Precisávamos saber até
que ponto Chuck resistiria a formalidade e continuaria mantendo uma barreira de
afastamento de mim e do Mike por causa do medo, assim, teríamos uma pequena estatística
não proposital para ver até onde precisaríamos chegar para ter a confiança de
algumas pessoas. Pensamento de gênio, não acham? É por isso que somos os
mestres criadores do jogo, raciocínio rápido, lógico e vantajoso em pouco tempo
te garante uma ótima chance de se dar bem no meu mundo, no mundo onde jogo
limpo não existe.
- O prazer é todo meu em entrevistá-los, vocês são um
casal, correto?
- Sim. - eu e ele respondemos, em coro. -
- Ótimo, quando isso começou? O que veio antes: o
relacionamento amoroso de vocês, ou a parceria criminosa? - Mike olhou com o
canto do olho pra mim, dando a entender que eu deveria responder a pergunta. -
- Bom, tudo começou quando eu acidentalmente coloquei
fogo na escola em que eu estudava. - eu disse, parecendo meio arrependida de
ter feito o que disse, e de forma totalmente amável - Obviamente, eu mudei de
escola, e foi lá que eu conheci Mike, e eu me lembro que no primeiro instante
em que ele me viu já lançou uma cantada em mim, e, algo nada discreto se me
permite dizer, mas, não foi aí que o nosso relacionamento começou, na verdade,
ele teve inicio junto com o começo dos..dos cr-crimes. - atuar, um dos meus
maiores talentos...Porque eu gaguejei? Exatamente para parecer arrependida,
para parecer que lembrar disso era algo ruim pra mim. - - É, nós começamos a
passar bastante tempo juntos, então pode-se dizer que o nosso relacionamento
começou através dos crimes, mas, os crimes também se tornaram mais frequentes e
p-piores por causa do nosso namoro. - Mike completou, passando o braço em volta
de mim como um namorado protetor que tentava dizer para a namorada arrependida
que tudo ficaria bem. Atuação e mais atuação. -
- Parece ser uma história interessante...Então, uma coisa
foi consequência da outra.
-Exatamente. - disse, sorridente -
- Alicia, acho que uma das dúvidas mais recorrentes é: Foi
você quem realmente matou sua mãe, seu padrasto e o filho dele?
- S-Sim, f-fui eu. E, eu me arrependo. Muito.
Principalmente por ter matado minha mãe, mas, isso foi quase sem querer. -
respondi, buscando um lugar para olhar, como se Chuck fosse me julgar e eu
tivesse medo disso. Como eu ainda não fiz um filme?! -
- Sem querer? - o jornalista parecia meio confuso. -
- Sim, estávamos tendo grandes conflitos, ela fez um corte
em mim, meio que proposital, e eu revidei...Com mais intensidade, mais força,
mais ódio e mais raiva, e então, ela acabou morta. Mas, pode-se dizer que com
John e Lucas foi algo um pouquinho mais intencional, algo intencional que eu
n-nunca f-faria de n-novo. - tentei parecer meio nervosa, e, acho que tive
sucesso. Uma grande vontade de começar a rir cresceu dentro de mim, mas,
simplesmente a ignorei. -
- Ainda bem que todas as brigas familiares não acabam
assim.. - Chuck brincou, fazendo a mim e ao Mike rirmos falsamente, de forma
que parecia totalmente natural. E o teste acaba. Pelo visto o nosso jornalista
acredita bem fácil em atuações, e, não acho que seja assim tão diferente com o
resto da população - Bom, agora uma pergunta que o mundo todo quer saber: Por
quê?
- É uma boa pergunta, que seria melhor ainda se tivesse uma
resposta. - Mike disse, sorrindo e apertando minha mão, um belo sinal de “faça
um belo show, vadia.” -
- Como assim não tem resposta? - Chuck agora parecia mais
do que motivado a saber a reposta para a sua pergunta -
- E-Eu...N-nós simplesmente não sabemos porque fizemos tudo
aquilo, por diversão talvez..N-não temos motivos...Não é como se conhecêssemos
todas as pessoas que matamos e tivéssemos um motivo decente para ter feito isso
com elas, a gente apenas...apenas fez. Não tivemos um exato motivo, foi por
diversão, eu acho..Q-quer dizer, estar quebrando todas as regras, cometendo o
maior dos pecados juntos, parecia tão..tão divertido, tão legal, tão corajoso.
M-mas, agora.. - comecei a chorar fingidamente, e pude perceber Chuck ficar um
tanto preocupado com o meu estado psicológico - Se eu pudesse mudar o passado,
eu simplesmente não repetiria nada disso, não começaria a fazer nem meio corte,
eu realmente me arrependo mais do que tudo, nós nos arrependemos mais do que
tudo..Cada vida que tiramos, tudo o que essas pessoas sofreram e tudo que
fizemos..Como assustamos a sociedade, t-tudo tão s-sangrento e horrível, todas
as famílias que ficaram desoladas com isso tudo, todas as pessoas que não se
sentiam mais seguras...E-eu mal posso acreditar que tivemos coragem de fazer
tudo isso, eu me sinto como se fosse o pior dos piores monstros... - eu chorava
desoladamente, e, Mike, também no seu papel, passou o braço em volta de mim e
me abraçou fortemente, me dando um beijo de consolo no topo da cabeça -
- Nós realmente nos arrependemos de tudo, e queremos mudar
isso, queremos dar um jeito de reparar o que fizemos, mesmo sabendo ser
totalmente impossível...Queremos provar que realmente mudamos. - Mike disse,
ainda me abraçando, é, a parte do abraço não era atuação -
Chuck ficou totalmente impressionado com cada palavras que
dissemos, com certeza essa entrevista foi muito útil, e, no final das contas,
Taylor pareceu mais impressionado do que eu achei que ficaria:
- O que foi isso? - ele perguntou, meio alegre e espantado
ao mesmo tempo -
- Isso, querido Taylor, é o poder dos melhores criminosos
que o mundo já teve... - eu disse, sorridente, só que dessa vez, sem
fingir - Você pediu para parecermos bons e arrependidos, foi o que fizemos.
- Vocês fizeram isso muito bem, na verdade, melhor do que
eu imaginava.
- Você não entende mesmo, não é, Taylor? Nascemos para esse
jogo, então, ditamos as regras.
- - -
Comentários ou
será que eu vou ter que despertar meu lado mais maléfico, e da forma mais cruel possível?
será que eu vou ter que despertar meu lado mais maléfico, e da forma mais cruel possível?
xoxo'
Lady Suicide'
-->*<--
domingo, 21 de abril de 2013
Vou refazer a página dos personagens, mesmo só tendo a Alicia e a Ashley, aquelas descrições estão deplóraveis. Já fiz da Alicia, posto logo, ou faço todos primeiro?
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